Estudo 358 de 365
A Mulher, o Dragão e as Bestas
O que este trecho quer dizer
O capítulo 12 é a cena central: um grande sinal no céu — uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas; grávida, gritando com as dores do parto. E diante dela, o dragão vermelho, esperando para devorar o filho. A leitura é em camadas, todas verdadeiras: a mulher é Israel, que gerou o Messias; é a Igreja, que o gera nos batizados; e é Maria — a liturgia da Assunção proclama este texto. O povo e a mãe, na mesma figura. A guerra no céu tem general: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão — e o veredito da vitória dos irmãos vale como estratégia para sempre: eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. As duas bestas montam a paródia do poder — e o 666 é gematria: as letras de Nero César somadas; o código dos perseguidos para nomear o opressor sem o nomear. O número não é calculadora do futuro: é o endereço do tirano de cada época. Contra a marca da besta, o selo do Cordeiro — porque neste livro todo mundo é marcado por alguém; a pergunta é só por quem. E no monte Sião, os resgatados têm uma descrição só: seguem o Cordeiro para onde quer que vá. E a bem-aventurança dos que partem: bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor... as suas obras os seguem.Este é um dos 365 estudos do biblia73, que percorre a Bíblia católica inteira — os 73 livros — na ordem em que os acontecimentos se deram. A leitura é gratuita, sem cadastro, e cabe em 5, 10 ou 15 minutos por vez.