Estudo 350 de 365
A Galeria da Fé
O que este trecho quer dizer
O santuário do deserto era cópia e sombra das coisas celestiais — e o Dia da Expiação, repetido todo ano, confessava pela repetição que não resolvia. Então a diferença: Cristo entrou no santuário uma vez por todas, não com sangue de bodes, mas com o seu próprio sangue, tendo obtido eterna redenção. Uma vez por todas — a expressão que Hebreus martela: o sacrifício único, que a Missa não repete, mas torna presente. Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo. E então Hebreus 11, a galeria da fé, com a definição na porta: a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. E desfilam: Abel, Enoque, Noé; Abraão, que saiu sem saber para aonde ia; Sara; Moisés, que preferiu ser maltratado com o povo de Deus a ter o gozo passageiro do pecado; Raabe, a prostituta; Gideão, Sansão, Jefté — sim, eles: a galeria inclui os imperfeitos, porque a fé conta o rumo, não a média (o estudo 82 confirmado por escrito). Dos mártires, o elogio máximo: dos quais o mundo não era digno. E o arremate que nos inclui: Deus provera alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados. A fé é um projeto de gerações — e a nossa é a vez deles esperarem por nós.Este é um dos 365 estudos do biblia73, que percorre a Bíblia católica inteira — os 73 livros — na ordem em que os acontecimentos se deram. A leitura é gratuita, sem cadastro, e cabe em 5, 10 ou 15 minutos por vez.