Estudo 323 de 365
Damasco e Cesareia
O que este trecho quer dizer
No caminho de Damasco, a pergunta que virou a primeira aula de eclesiologia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Me — não aos meus: Cristo se identifica com a Igreja perseguida, e o futuro teólogo do Corpo de Cristo aprende a doutrina inteira caído no chão, antes de qualquer catecismo. Três dias cego, sem comer — o homem das certezas reduzido a ser guiado pela mão. E Ananias, o discípulo anônimo com a missão mais assustadora de Atos: impor as mãos no caçador de cristãos. A objeção dele é honesta — Senhor, tenho ouvido de muitos acerca deste homem, quantos males tem feito — e a resposta encerra: vai, porque este é para mim um vaso escolhido. A primeira palavra que o perseguidor ouve da Igreja é irmão: irmão Saulo. E então Jope e Cesareia: a visão do lençol, três vezes — não chames tu comum ao que Deus purificou —, e Pedro entrando na casa do centurião pagão com a confissão que abriu o mundo: reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas. O Espírito cai sobre os gentios antes do batismo — Deus atropelando o protocolo para ninguém ter dúvida — e Pedro só ratifica: pode alguém porventura recusar a água?Este é um dos 365 estudos do biblia73, que percorre a Bíblia católica inteira — os 73 livros — na ordem em que os acontecimentos se deram. A leitura é gratuita, sem cadastro, e cabe em 5, 10 ou 15 minutos por vez.