Estudo 270 de 365

A Sátira dos Ídolos e o Louvor da Criação

Leituras deste estudo

Baruc 6 Salmos 8, 18, 28, 32

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O que este trecho quer dizer

A Carta de Jeremias é um catecismo antiidolatria para exilados, setenta e dois versículos com refrão martelado: não são deuses — não os temais. E os argumentos são de observação doméstica: os ídolos de madeira dourada precisam ser limpos do pó; a fumaça do templo lhes enegrece a face; morcegos e andorinhas pousam-lhes na cabeça; se caem, não se levantam. São como espantalho em pepinal, que nada guarda — o eco exato de Jeremias 10. A ironia como método pastoral: rir do ídolo é o primeiro passo para deixar de temê-lo. E os salmos do dia respondem com o Deus vivo: o salmo 8 — que é o homem, para que dele te lembres? Fizeste-o pouco menor que os anjos — a pergunta que a carta aos Hebreus aplicará a Cristo; o 18, com os céus proclamando; o 28, a voz do Senhor trovejando sete vezes sobre as águas; e o 32: ele disse, e tudo foi feito. Os deuses que precisam de espanador, de um lado; do outro, a Palavra que fez o mar. A escolha nunca foi difícil — só disfarçada.

Este é um dos 365 estudos do biblia73, que percorre a Bíblia católica inteira — os 73 livros — na ordem em que os acontecimentos se deram. A leitura é gratuita, sem cadastro, e cabe em 5, 10 ou 15 minutos por vez.