Estudo 254 de 365
Sabedoria Final
O que este trecho quer dizer
O livro faz o que nenhum texto antigo fez: rastreia a origem sociológica dos ídolos. Um pai, prostrado de luto, faz uma imagem do filho morto cedo demais — e passa a honrar como deus o que era um morto; a família herda o costume, o costume vira lei. Ou: um rei distante, que os súditos não podem ver, ganha um retrato — e a bajulação transforma a imagem em culto. O luto e a política: as duas fábricas de deuses. A análise é do século primeiro antes de Cristo e vale para todos os altares que erguemos desde então. No mar, o contraste: o navegante confia a vida a um lenho frágil, mas é a tua Providência, ó Pai, quem pilota. E o capítulo 17 descreve as trevas do Egito por dentro — a noite psicológica: nada é mais covarde que a maldade condenada por si mesma; pressionada pela consciência, sempre imagina o pior. O terror dos ímpios não vinha de fora. Escuridão amplifica o que a consciência já sabia.Este é um dos 365 estudos do biblia73, que percorre a Bíblia católica inteira — os 73 livros — na ordem em que os acontecimentos se deram. A leitura é gratuita, sem cadastro, e cabe em 5, 10 ou 15 minutos por vez.